Segundo Ayala Monolson, existem basicamente seis “tipos” de pais: os superprotetores, os sobrecarregados, os cansados, os liberais, os professores e os ideais. (MONOLSON apud RODRIGUES e MIRANDA, 2001, p. 11)
Pais superprotetores: normalmente são pais que habitualmente começam agir sobre a comunicação da criança, onde não se percebe que, se ao fazer os questionamentos automaticamente lhes fornece as respostas, faz com que a criança perca a mínima iniciativa que poderia ter para agir e se comunicar.
Pais sobrecarregados: não tem tempo para os filhos, transferindo a função de educá-lo para outros, normalmente os avós ou uma babá, esquecendo de cumprir seus compromissos, os quais deixam de lado a prioridade maior que é seu filho. Não avaliando os cuidados oferecidos ao seu filho na sua ausência, onde só percebe se a criança esta alimentada, trocada ou de banho tomado, não garantindo uma estimulação adequada à seus aspectos cognitivos, motores e interacionais. Não importa o tempo que as crianças passam com os pais, desde que vividos intensamente, pois qualidade é muito mais importante do que a quantidade.
Pais cansados: este pai possui as mesmas características do pai sobrecarregado, mas se difere no tempo, no qual a disposição não é adequada às necessidades e responsabilidades da educação de um filho especial. Deixa de lado o filho para obter um conforto pessoal, com isso a criança é privada de vivenciar momentos e situações para favorecer o seu desenvolvimento.
Pais liberais: não são capazes de impor limites a seus filhos. Para eles seus filhos já têm inúmeras privações por serem deficientes, e não serão eles que irão proporcionar mais uma privação.
Pais professores: lembra-se o tempo todo em dar limites, impõe que durante uma brincadeira a criança siga todas as regras obedecendo de maneira correta, a ele não importa se a criança está interessada em realizar as atividades por ele estabelecidas, lhe transmitindo muitas informações durante a atividade, mais do que a criança é capaz de assimilar.
Pais ideais: aquele que está presente interagindo, participando, dando importância ao tempo que está com seu filho, respeita as manifestações na qual a criança manifesta interesse, pelas brincadeiras e/ou atividades propostas. Assim, este tipo de pai com certeza perceberá cada evolução de seu filho no desenvolvimento de suas capacidades e habilidades.
O importante em qualquer caso é a disposição dos pais em manifestar interesse em aprender prevenir as deficiências, pois somente com a prevenção e a conscientização que o número de casos de deficiências, poderá ser reduzido. O trabalho do médico é o da prevenção e o acompanhamento vai até o momento que começa o trabalho dos centros de educação especial.
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